Preservação Ambiental

Unidade de abatimento de gás de efeito estufa

  carbon
Lançada no final de 2006 como o maior empreendimento da América Latina e um dos maiores do mundo voltados ao combate das mudanças climáticas, a Unidade de Abatimento de Óxido de Nitrogênio (N2O), localizada no complexo industrial da Rhodia em Paulínia (SP), destrói a cada ano o equivalente a cerca de 6 milhões de toneladas de CO2. 

O N2O não é tóxico e, portanto, não é foco de qualquer legislação ambiental local que obrigue seu tratamento. No entanto, estudos demonstraram que esse gás tem forte impacto no chamado “efeito estufa”, associado ao aquecimento do planeta. Essa é a razão que levou o Grupo a investir nesse projeto, fiel ao seu propósito de contribuir ativamente para a superação dos desafios relacionados às mudanças climáticas.

Em relação aos benefícios para o planeta, o volume de gás abatido na unidade a cada ano equivale a retirar do ar a carga poluidora de gás carbônico gerada durante um ano por uma frota de carros de uma cidade do tamanho de Campinas (SP).

Em função de suas características e frente aos requisitos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto, a Unidade de Abatimento de N2) foi apresentada e aprovada como um projeto que atende ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Com isso, a redução de emissão do gás de efeito estufa pode ser convertida aos chamados CERs (Certificados de Reduções de Emissão, em português), comumente denominados créditos de carbono. 

Projeto Mata Ciliar

A Unidade da Rhodia de Paulínia (SP) sedia um dos mais bem-sucedidos projetos de revegetação empreendidos por uma indústria no Brasil. Iniciado em 1997, ele abrange uma área de aproximadamente 150 hectares, equivalente a 300 campos de futebol, e envolveu o plantio e manutenção de 28 mil mudas de espécies nativas, além da proteção das áreas para garantir a sua recuperação natural. O objetivo central do projeto foi a recuperação da mata que margeia os rios (mata ciliar) que cortam o complexo industrial. Todo esse verde formou um corredor ecológico que vem contribuindo para a qualidade dos recursos hídricos e para a preservação da biodiversidade, favorecendo assim a proliferação de espécies da flora e fauna nativas.

Reuso da água de processo

Em 2005, a Unidade Têxtil da Rhodia de Santo André atingiu um feito industrial inédito no Brasil: passou a operar com descarte zero de efluente e reduziu imensamente o consumo de água da rede pública. A conquista foi fruto de um projeto  iniciado em 1992 que além da implantação de um sistema de tratamento de toda a água utilizada nas operações de sua fábrica e de um circuito fechado para reaproveitá-la nos seus próprios processos industriais, envolveu uma mudança comportamental no uso e reuso de água.

Atualmente, a cada mês, a Unidade Têxtil de Santo André trata e reutiliza em seus processos 25.200 m3 de água. Esse volume que a empresa deixa de consumir da rede pública é suficiente para abastecer por um mês 1.700 famílias de quatro pessoas cada. Da rede pública, a unidade consome apenas 300 m3 por mês para o preparo das refeições no restaurante da empresa.

O modelo da Unidade Têxtil de Santo André tornou-se referência. Foi replicado em outras indústrias país afora e, evidentemente, em outras fábricas do Grupo Solvay. Para a companhia, reduzir o consumo de água em seus processos e unidades industriais e otimizar o seu uso por meio de tecnologias e soluções são mais um campo de práticas que traduzem seu compromisso com o meio ambiente e com a utilização racional dos recursos naturais.

Eficiência energética

Nas diferentes unidades industriais do Grupo no Brasil, a busca da eficiência energética é foco de iniciativas constantes. As razões são simples. De um lado, uma empresa comprometida com o meio ambiente tem como princípio o consumo racional dos recursos naturais. De outro lado, energia é custo e reduzir seu consumo é ganhar em competitividade. 

Um importante aliado nesse propósito é o Solwatt, um programa global da Solvay cujo objetivo é gerar ideias para reduzir em pelo menos 10% o custo de energia nas unidades industriais onde é aplicado. Estruturada pelo Grupo, a metodologia Solwatt permite identificar oportunidades para diminuir o consumo energético e gerar um plano de ações, abrangendo desde iniciativas mais simples e de baixo custo, como alteração de condições de operação e reparos em isolamentos térmicos, até projetos de instalação de novos trocadores de calor, modificações de equipamentos existentes ou instalação de novos. 

No Brasil, o Solwatt foi aplicado entre 2012 e 2013. Considerando as várias unidades, foi identificado um potencial de 13% de redução de consumo de energia e consequente diminuição, da mesma ordem de grandeza, nas emissões de gases de efeito estufa. Foram validadas para implantação mais de 200 ideias. Uma expressiva parte delas já foi implementada, trazendo ganhos para empresa e para o meio ambiente.

Energia sustentável em Brotas

Diversificando negócios e ampliando seu engajamento em projetos alinhados com as exigências da sustentabilidade, o Grupo iniciou em 2012 as operações de sua Usina Termoelétrica de Brotas (UTE de Brotas), no interior paulista, estreando em um novo mercado: o de geração e comercialização de energia a partir da biomassa (bagaço e palha de cana-de-açúcar). 

A capacidade de geração da UTE de Brotas é de 70 megawatts por ano, volume que daria para atender uma cidade de 600 mil habitantes.