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dos produtos da Unidade Global de Negócios (GBU) Coatis são destinados a aplicações alinhadas com os preceitos da economia circular, de acordo com os resultados do piloto da GBU de aplicação da ferramenta Circulytics®, adotada pela Solvay para mensurar o nível de circularidade da empresa e dos seus negócios. “Com ela, podemos medir onde estamos em termos de economia circular, identificar nossos pontos fortes e a melhorar e como evoluir ao longo do tempo”, afirma Ronia Oisiovici, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Unidade Global de Negócios Coatis. Segundo ela, o conceito econômico da circularidade também traduz uma série de princípios e práticas preconizados pela Política de Sustentabilidade do Grupo.

O Circulytics® foi elaborado pela Fundação Ellen MacArthur, organização não governamental criada em 2010 para acelerar a transição do modelo de produção global baseado em uma economia linear para uma economia circular. Isso significa substituir cadeias produtivas que seguem uma única direção – extração e transformação de recursos naturais, consumo e descarte – por fluxos de produção e consumo marcados pelos conceitos de reutilização, restauração e  renovação.

Desde 2018, a Solvay e a Fundação mantêm parceria visando transformar soluções baseadas na economia circular em um impulsionador dos negócios do Grupo.

 

Qual o papel da GBU Coatis na economia circular?


Segundo Ronia, o Circulytics® ajuda a responder a uma pergunta fundamental: qual é o papel da Unidade Global de Negócios Coatis dentro da economia circular? Para chegar a essa resposta, a ferramenta, que funciona como um sistema de gestão, oferece como guia um questionário dividido em duas partes. A primeira é direcionada a práticas que favorecem a cultura de circularidade, abordando aspectos como estratégia corporativa, relação com investimentos em pesquisa e inovação, treinamentos internos e comunicação sobre o tema com todas as partes interessadas (stakeholders). A segunda parte é reservada a indicadores quantitativos.

“Fizemos um levantamento de todos os volumes de matérias-primas e embalagens que entram nos sites de Paulínia e Santo André e tudo o que sai em termos de produtos e resíduos”, conta Ronia. Nesse processo, também é preciso calcular objetivamente o percentual da energia renovável utilizada, consumo de água e de matérias-primas e embalagens não virgens, ou seja, que estão sendo reutilizadas. São indicadores que permitem identificar o grau de maturidade da empresa em relação à circularidade.    

“Atualmente, muita gente associa a economia circular apenas à reciclagem. Mas ela também inclui uso de matérias-primas de fonte renovável e de embalagens retornáveis e consumo racional de água e de energia de fonte renovável”, afirma Ronia.

 

Aplicações em foco


Outro aspecto contemplado no Circulytics® são as aplicações dos produtos fabricados pela empresa, que podem torná-los mais ou menos alinhados aos princípios da economia circular. Nesse quesito, destacam-se quatro tipos de aplicações: produtos que aumentam a longevidade de outros produtos, que incentivam a economia baseada em matérias-primas de fonte renovável, que combatem o desperdício e que favorecem a reciclagem industrial. O portfólio da Unidade Global de Negócios Coatis está repleto de exemplos positivos, entre eles:

  • Bisfenol – usado na produção de resinas epóxi para revestir e ajudar na proteção à corrosão de superfícies metálicas de, por exemplo, automóveis, navios e tubulações.
  • Solventes oxigenados – usados na formulação de tintas automobilísticas para proteger e prolongar o tempo de vida de veículos.
  • Linha Augeo® – originada de fonte renovável, substitui produtos derivados do petróleo. 
  • Acetato de etila – fabricado a partir do etanol (fonte renovável).
  • Fibras Amni® Color – dispensa o uso de corantes, evitando a geração de efluentes associados ao processo de tingimento.

 

Próximos passos
A pilotagem da ferramenta envolveu equipes das áreas de Produção, Processos, Comercial, Supply Chain, Logística, HSE, Marketing e Pesquisa e Inovação, que se mobilizaram desde o ano passado para responder ao questionário. Nesse processo, a GBU Coatis contou com o apoio das áreas corporativas de Sustentabilidade e Pesquisa e Inovação.

Os resultados da análise, junto com as informações do Grupo, foram enviados em fevereiro para a Fundação Ellen MacArthur, que emitirá um diagnóstico da Solvay e da GBU.

“Estamos aguardando para os próximos meses a resposta que vai dizer em que nível de circularidade estamos, permitindo que nos comparemos com outras indústrias químicas que estão na base de dados da Fundação”, diz Ronia.

Mas a Coatis já tem algo a comemorar. “A pilotagem da ferramenta, que exigiu o envolvimento de praticamente todas as equipes do negócio e a promoção de workshops para discussão dos conceitos, já gerou um plano de ação para alavancar nossa circularidade, independentemente da avaliação da Fundação. Hoje já temos clareza de quais são os nossos pontos fortes e onde podemos aprimorar”, destaca Ronia.

Como exemplos de pontos fortes, podemos citar a química da glicerina e do etanol baseada em recursos renováveis, que faz parte do portfólio Unidade Global de Negócios Coatis; o circuito fechado de água em Santo André; e o reuso de embalagens, como caixas de papelão, pallets e big bags. Como planos para o futuro, a GBU Coatis quer avançar ainda mais no reaproveitamento de embalagens, na transição energética para fontes renováveis e na reciclagem de refugos.