Desde 2006, a Rhodia reduziu em aproximadamente 95% suas emissões de escopo 1 e 2, ou seja, emissões relacionadas às suas atividades industriais, tal como aquelas devido ao consumo de Gás Natural e eletricidade. 

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As iniciativas da Rhodia no Brasil estão alinhadas aos objetivos definidos globalmente pelo grupo Solvay no seu programa de sustentabilidade Solvay One Planet:

  • Redução de 31% das emissões de CO2 equivalente - escopo 1 e 2 - até 2030, tendo como base o ano de 2018.
  • Unidades industriais carbono neutro até 2040* (com um mínimo de 90% de redução das emissões, e um máximo de 10% de compensação de emissões com ações fora das cadeias de valor da Solvay).
  • Redução de 24% das emissões de escopo 3, tendo como base o ano de 2018.

*Exceção das plantas de carbonato de sódio, cujo prazo é 2050)

 

Projeto Ângela

Implantado em 2006 no complexo industrial da Rhodia em Paulínia, o Projeto Ângela é até hoje o maior projeto de abatimento de gases de efeito estufa do Hemisfério Sul. A cada  ano, a unidade abate cerca de 4,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, o que corresponde à retirada de 1 milhão de veículos circulando nas ruas e gerando emissões no mesmo período. O nível de eficiência da unidade, que era de 98%, passou a 99,99% a partir de 2019 graças a investimentos em projetos de melhoria e confiabilidade.

Energia derivada de biomassa

A partir de 2019, parte da energia elétrica consumida nas unidades da Rhodia de Paulínia e Santo André provém da Unidade de Cogeração de Energia Elétrica de Brotas, que transforma a biomassa gerada pela indústria sucroalcooleira em eletricidade proveniente de fonte renovável. Com a medida, a Rhodia aumentou em 4,8% o percentual de consumo desse tipo de energia.

Outras iniciativas

  • Integração térmica das correntes quentes e frias existentes nas linhas de produção das fábricas, permitindo redução do consumo de vapor e, consequentemente, do volume de gás natural utilizado para sua geração.
  • Melhoria contínua de processos industriais visando aumentar a eficiência das linhas de produção, com redução do consumo de vapor e energia.
  • Valorização e destinação para comercialização de subprodutos que antes eram destinados à queima. 
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(Gráfico referente ao Escopo 1 e 2)

A Rhodia também tem buscado reduzir as emissões de Escopo 3 por meio de parceria com fornecedores de matérias-primas e mudanças para matérias-primas renováveis/circulares.

Como reduzir mais?

Além de manter as ações de melhoria contínua que permitem ganhos de eficiência nos processos que contribuem para reduzir as emissões, a Rhodia segue desenvolvendo estudos para chegar aos 100% de redução das emissões. É evidente, porém, que quando se atinge um patamar de 95% de redução, torna-se mais desafiador buscar soluções para “atacar” os outros 5%. Estes 5% atuais, no entanto, seriam aproximadamente 10% hoje, se não tivessem sido realizados muitos projetos de aumento de eficiência energética e de reduções de emissões entre 2000 e 2023. Um exemplo foi pré-aquecer água para as caldeiras num condensador enorme da unidade Fenol (projeto Newcond, 2011)

Estão em andamento estudos para aumentar o uso de energia renovável e para substituir o gás natural que atualmente alimenta as caldeiras que produzem vapor por fontes de energia  renováveis, como por exemplo o biometano ou a biomassa. Trata-se de projetos complexos, que envolvem disponibilidade e garantia de fornecimento desses insumos, logística de acesso a eles, questões regulatórias ainda em evolução, e de custo e adaptação dos equipamentos.  

Em vez de apenas aguardar o amadurecimento dos novos projetos, a Rhodia optou por atuar, paralelamente, para além de sua cadeia de valor, apoiando um projeto de reflorestamento na Amazônia (Fazenda São Nicolau - Cotriguaçu/MT) por meio da compra de créditos de carbono.

Compensar é a solução?

Para a Rhodia, a resposta é não. Nosso histórico de reduções e os nossos objetivos de neutralidade deixam claro que, para nós, compensação visando à neutralidade de carbono é apenas uma forma de adiantar reduções e contribuir hoje com esforços globais para frear o aquecimento do nosso planeta. Essa prática está alinhada com a orientação do Science Based Target*, que recomenda “enfaticamente que as empresas tomem medidas imediatas acima e além de suas metas baseadas na ciência para contribuir para alcançar o resultado  global net-zero de emissões por meio da mitigação além da cadeia de valor (BVCM, sigla que vem do inglês “Beyond Value Chain Mitigation).”. Isso significa implementar ações de mitigação ou investimentos fora da cadeia de valor da empresa, o que inclui apoio a atividades que evitam ou reduzem emissões de gases de efeito estufa ou que capturam carbono, como é o caso do projeto de reflorestamento da Fazenda São Nicolau.

* Fruto de uma colaboração entre CDP, Pacto Global as Nações Unidas, World Resources Institute e World Wilde Fund for Nature, o Science Based Target é uma iniciativa global à qual já aderiram mais de mil empresas do mundo todo (a Solvay entre elas) engajadas em objetivos alinhados com o Acordo de Paris para limitar o aquecimento global a 1,5° C.