Tecendo o futuro (anos 30)

Companhia Brasileira Rhodiaceta (Têxtil de Santo André)Click to enlarge

Comemorando os 10 anos de Brasil vividos em torno da Usina Química de Santo André, a Rhodia estabeleceu mais um marco decisivo na sua história de pioneirismo: criou, em 1929 a Companhia Brasileira Rhodiaceta, especializada na fabricação de fio têxtil artificial à base de acetato de celulose, matéria-prima que importava da França. Mais que uma estreia no mercado têxtil brasileiro, foi o início de uma revolução nesse segmento.

A verdade, porém, é que nos primeiros tempos a novidade enfrentou resistência das tecelagens e confecções e dos próprios consumidores brasileiros acostumados às roupas feitas de fibras naturais, principalmente o algodão. Como conquistar o mercado?  A Rhodia apostou numa estratégia ousada e bem-sucedida: em 1935, trouxe para o Brasil a Valisère, famosa marca francesa. 

Na então nascente Unidade Têxtil de Santo André, foi construído um ateliê para testar a aplicação das fibras artificiais em diversas peças e difundi-las no mercado nacional. As lingeries de “jérsei indesmalhável”, como destacavam os anúncios da época, viraram o carro-chefe da produção da Valisère, mostrando o acerto da estratégia adotada: de um lado, convencer as pessoas sobre os benefícios e diferenciais das roupas criadas a partir dessa nova tecnologia; de outro, ensinar as tecelagens e confecções sobre como trabalhar com esse novo material. 

 

Se, anos antes, a marca Rhodia já se tornara conhecida pelas ações de publicidade relacionadas com seus produtos farmacêuticos, havia chegado a vez de ter seu nome associado à moda, iniciando uma trajetória de inovações no universo têxtil que segue até os dias de hoje.