Transformando o presente, construindo o futuro (anos 2010)

Laboratório de Biotecnologia Industrial (IBL)Click to enlarge

 

A década começou com uma novidade de âmbito global: a compra da Rhodia pelo grupo belga Solvay, em 2011. Criava-se, assim, uma das maiores companhias químicas do mundo, que já nasceu com um propósito ambicioso: ser líder da química sustentável. Dentre todos os mais de 60 países onde o Grupo Solvay está presente, em apenas um foi mantido o nome Rhodia: no Brasil. Era um evidente reconhecimento à força da marca Rhodia em nosso país, construída ao longo de todas essas décadas.

 

Novos investimentos impulsionaram a expansão dos negócios. Só em 2014 foram duas aquisições: a Erca e a Dhaymers. Com isso, a empresa ganhou duas novas unidades industriais – uma em Itatiba, outra no Taboão da Serra – e fortaleceu sua presença no mercado de surfactantes e especialidades químicas de alto valor agregado usados na formulação de xampus, condicionadores e outros produtos de cuidados pessoais, além de aplicações nos setores petroquímico, agrícola e de mineração, entre outros.

 

Em 2015, foi a vez de reforçar o parque de pesquisa e inovação com a criação do Laboratório de Biotecnologia Industrial (IBL, na sigla em inglês). Integrando a estrutura do Centro de Pesquisa e Inovação de Paulínia, o IBL é o polo global do Grupo Solvay encarregado da pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas e soluções sustentáveis a partir da diversa e ainda pouco explorada biomassa brasileira.

 

Mas inovações sustentáveis continuavam brotando também em outros negócios. O mundo da moda, por exemplo, deu boas-vindas ao Amni Soul Eco, o primeiro fio de poliamida biodegradável do mundo, criado pelas equipes brasileiras da Rhodia e lançado em 2014. Dois anos depois, a Rhodia aportou uma nova contribuição em benefício da mobilidade sustentável: passou a produzir em Paulínia as sílicas de alta dispersabilidade (HDS), usadas na fabricação dos “pneus verdes”. Usando esse tipo de pneus, os automóveis consomem menos combustíveis e geram menos poluentes.

 

Foi também em Paulínia que a empresa realizou outro importante investimento: a construção da primeira unidade industrial exclusivamente dedicada à produção dos solventes sustentáveis da linha Augeo, que conquistaram o mundo com seus diferenciais. A nova unidade entrou em operação no final de 2018. Mas o sucesso de Augeo é tão grande, com exportações que não param de crescer, que já está em andamento um projeto para um novo e expressivo aumento da produção.

 

Como se vê, a centenária Rhodia se mantém como uma organização cheia de vitalidade, de espírito jovem, sintonizada com seu tempo, comprometida com a sustentabilidade, engajada na geração de inovações que nem sempre são visíveis para o consumidor final, mas que estão presentes numa infinidade de produtos que fazem a nossa vida melhor, mais prática, mais saudável, mais gostosa... Por isso, ao completar 100 anos de Brasil, a Rhodia celebra, sim, as conquistas do passado, mas, sobretudo, faz um brinde ao futuro.