Anos dourados (anos 50)

Plantações de cana em PaulíniaClick to enlarge
A década, conhecida como “anos dourados”, foi especial também para a Rhodia. Em 1955, a empresa lançou os fios sintéticos de nylon, mais um passo disruptivo na história do universo têxtil nacional. Logo eles ganharam a forma de elegantes meias femininas e maiôs que cativaram os consumidores. Gradativamente, foram ganhando espaço também em outros segmentos de moda.
Enquanto isso, começava a brotar entre as plantações de cana da Fazenda São Francisco a primeira semente da atividade química. As instalações da Rhodia em Santo André já não comportavam novos projetos industriais de grande porte. Mas a empresa tinha área de sobra, a pouco mais de uma centena de quilômetros dali. Assim, sem ainda abdicar da cana, a fazenda viu florescer em 1958 a unidade de acetato de vinila, um solvente oxigenado de fonte renovável. Era a primeira de muitas fábricas que fariam do site de Paulínia um dos maiores polos alcoolquímicos da América Latina. No mesmo ano, a empresa ampliou a presença no mercado de solventes, com a aquisição de fábricas em Conceição de Macabu, no Estado do Rio de Janeiro.
Datam ainda desses anos dourados, outros marcos importantes. Os cuidados com a segurança foram reforçados com a constituição da primeira Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), em 1954. E a preocupação com o bem-estar dos empregados naqueles tempos em que não havia um supermercado em cada esquina, nem soluções como o vale alimentação, levou à criação da Cooperativa de Consumo da Companhia Rhodia, também em 1954.