
Anos 20
Os cem anos de história da Rhodia no Brasil tiveram início do outro lado do Atlântico, na Europa: no dia 19 de dezembro de 1919, na sede do Consulado do Brasil na França, em Paris, foi assinada a fundação da Companhia Química Rhodia Brasileira, a filial brasileira da Societé Chimique des Usines du Rhône, mais tarde Grupo Rhône-Poulenc.
No dia 8 de janeiro de 1920, desembarcaram no Porto de Santos o engenheiro Henri Sannejouand, o agrimensor Felix Fulconis e o engenheiro químico Jacques Bloch. O trio tinha como missão comandar os 80 trabalhadores que levantariam as paredes da fábrica.
Os planos para abertura da fábrica no país foram esboçados bem antes. Remontam a 1914, quando a companhia francesa comprou um terreno no pacato distrito de Santo André, então pertencente ao município de São Bernardo, às margens da São Paulo Railway Company, a estrada de ferro que à época escoava a produção cafeeira. A Primeira Guerra Mundial, porém, havia atrasado os planos da empresa, e o projeto só foi retomado em 1919, mesmo ano da assinatura do Tratado de Versalhes, acordo internacional assinado pelos países europeus que encerrou oficialmente o conflito bélico.
Em 1921, já estava tudo pronto. Começou então a fabricação de ácido sulfúrico, ácido muriático, éter, sulfito de soda, sulfato de cálcio e cloreto de etila. Além de insumos para produzir o lança-perfume (o sucesso de vendas do produto nos carnavais brasileiros foi um dos fatores que estimulou a vinda da empresa francesa para o Brasil), esses ingredientes se tornaram matérias-primas para inúmeros produtos que marcaram a trajetória da indústria brasileira e pavimentaram o desenvolvimento da rota alcoolquímica no país. Antes importados, alguns medicamentos também passam a ser produzidos no Brasil. Eram os primeiros passos de uma jornada centenária, que até hoje combina pioneirismo, inovação e sustentabilidade.
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